quinta-feira, 1 de maio de 2008

Sabe quando é feriado e chove o dia inteiro, você programa um monte de passeios e nada dá certo, sua filha de seis anos precisa fazer alguma coisa legal porque ficou doente e não pode viajar com a avó e nem mesmo no shopping vocês conseguiram entrar porque todo mundo teve a mesma idéia e não havia vaga no estacionamento? Então. Foi o que aconteceu hoje por aqui. É por isso - e só por isso - que eu posso ter sido vista por volta das 18h30 na lanchonete do palhaço com uma filha comendo porcaria feliz e a outra se lambuzando de papinha artificial. O que a gente não faz para salvar o dia, hein?

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Você se dá conta que anda radicalizando demais no discurso quando, na fila para comprar um lanche infeliz e conseguir uma boneca Pucca na lanchonete do palhaço, sua filha de quase seis anos descobre que o estabelecimento vende maçãs e exclama: "nossa! é certeza que essa maçã é envenenada!".

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Com seis meses, a bebéia já caiu da cama e conseguiu se trancar dentro do carro. Outro dia, no sacolão, derrubou com os pés uma garrafa pet de dois litros cheia. E eu, mãe por cinco anos de uma única Pink Daughter de poucas artes e dada a filosofias, tô dando o maior duro para entrar em "modo Clari" definitivamente. Cada um é cada um, mesmo.
Na casa dos meus pais é assim: minha mãe cozinha e meu pai lava a louça. De férias por lá, eu arrumava a cozinha todo dia e em troca meu pai dava conta da Clarice. E minha mãe: "filha, deixa isso aí, você veio para cá descansar". E eu: "Pode acreditar que eu estou descansando atrás dessa montanha de louça, mãe. Pode acreditar..."

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Então, eu nem ia perder tempo com comentários bobos, porque afinal tenho trabalho para fazer, contas a pagar e filhas para criar. Mas num guento. Por isso, o negócio é o seguinte: esse BLOG e todos os outros que eu tenho/tive são diarinhos mesmo, com muito orgulho. Antes falar da minha vidinha besta com palavras interesantes do que me meter a escrever baboseiras pseudo-intelectuais recheadas de mediocridade.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Não sou uma pessoa das mais religiosas ou místicas, mas às vezes me emociono com as coisas da natureza. Genética, por exemplo. Agora mesmo eu tava achando incrível, mas incrível mesmo, o fato de a unha pequenininha do dedão do pé da minha filha mais nova ser igualzinha à unha já não tão pequena do dedão do pé da minha filha mais velha. Cortando unhas e pensando nisso... Não é mesmo incrível?

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Aí eu expliquei certinho para a menina de cinco anos - que acabou de ganhar uma irmã - como são feitos os bebês. Utilizei inclusive a palavra "encaixe" e fiz comparação com brinquedinhos Lego. Ela entendeu, mas não se satisfez. Filosófica, a menina de cinco anos queria saber mais. Queria saber como as mães das mães das mães dos bebês nasceram. Eu disse que do mesmo jeito. Com pais namorando e "encaixando". Mas não era isso. Ela queria saber sobre a origem da vida. Aí, mais uma vez encurralada pelas intermináveis perguntas dos cinco anos, expliquei toda a teoria da evolução para ela. Desde o Big Bang até os primeiros primatas e o que veio depois. Ela ficou maravilhada e eufórica com a explicação. "Era isso que eu queria saber, mãe. Era isso que eu não tava entendendo. Era isso que eu tava te perguntando desde aquele dia". Antes de dormir, ela me pediu para contar de novo a história "dos macacos que começaram a pensar". Contei, contei de novo e fiquei pensando que as escolas de educação infantil - muitas vezes com aulas de religião na grade curricular - deviam oferecer também noções de antropologia aos pequeninos.